domingo, 22 de março de 2009

Vinil com feijoada todos os sábados




Estreamos no dia 14 de março, repetimos ontem (dia 21) e faremos todos os sábados: feijoada com vinil. A estréia foi meio conturbada por causa da cerveja quente e da feijoada fora do ponto. Mas nesse segundo sábado parece que os ponteiros se acertaram. Cerveja grande gelada (Original e Bohemia) sendo vendida, feijoada mais grossa e o clima de almoço com música reinou. A dona do restaurante quer que eu toque os vinis com um volume mais baixo e músicas mais palatáveis. Nada como o Bote do Jesus pra tocar o puteiro. No fim de abril tem mais por lá.
O cardápio não tem só feijoada: sai uma truta com molho de champignon, frango grelhado e picanha. Porções também.
Então ficamos assim: do meio dia às 18 horas estou lá para musicar o almoço. Tento não tocar tanta farofa, mas sabe como é, né? Feijoada sem farofa...
Apareçam! Nem que seja só pra tomar uma cerveja no coração da Mooca.

terça-feira, 10 de março de 2009

Vinil com Feijoada



Repetindo a dose de comida escutando discos de vinil. Agora não será festa como no Bote do Jesus, mas um almoço mesmo. Se virar festa...lucro! Pra dona do restaurante, lógico. Colocarei rock e blues pra dançar...e me perdoem, mas aqui farofa acompanha. É...desta vez não poderei tocar Dirtbombs, Libertines, Replicantes, Pixies e afins, mas prometo rechear alguns sons do Creedence e Guns´n´Roses com The Who e Jimi Hendrix. Tropicália também rola. Aguardo vocês lá, afinal ganho em cima de cada feijoada vendida.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Considerações pós-considerações


O texto anterior ficou muito grande e não fiz outras e necessárias considerações sobre a primeira semana de fevereiro. Entrarão como pós-considerações (que se foda o novo acordo ortográfico).




Domingo 01/02: ressacona braba! Sentamos no Bote do Jesus no sábado (31/01) às 13 horas e saímos às vinte e duas. Foi a primeira vez que colocamos uma mesa na calçada e foi chegando gente, chegando gente. Uma forma de testar, uma semana antes da festa, como seriam mesas para fora do bar. Teve briga por causa de política, teve choro por causa de filhos crescendo, teve vizinho que me olhou com cara de “ta morando no bar ?”. Mas, principalmente teve muito sol, lua linda, brisa doce e morna, papos e mais papos. O domingo serviu para lagartixar e descobrir como a semana seria agitada.



Segunda (02/02): em outro post disse que comprei uns discos de vinil (3 por 20 mangos) num lugar bem insalubre. Pois é, eles alugaram uma loja enorme na Rua da Mooca e colocaram todos os discos lá. Assim como as condições melhoraram, os preços também subiram. Resultado: quinze discos de vinil. Gastei uma grana lá, mesmo com os 20% de desconto que ele me deu. Mas saí com 2 clássicos da Gal Costa: o “Legal” e o “Gal Costa”. Saí com 3 discos antigos da Rita Lee com a banda Tutti Frutti. Uma coletânea do David Bowie, o “Nevermind” do Nirvana, o segundo dos ”Replicantes”, o “Refazenda” do Gil, o “Revolver” dos Beatles, uam coletânea do “The Who” e ainda outros. (Me preprarando para discotecar no sábado).




Segunda e terça (02 e 03/02)
: fiquei atrás do técnico que venderia a pick-up e o mixer usados. Ele tem uma loja empoeirada e amontoada de tralhas. Liquidificadores antigos misturados com TVs de 14 polegadas, fios e fios, torradeiras, amplificadores de guitarra, vídeo games, pó, pó, pó, livros, revista pornográficas, a lâmpada do teto falhando e insetos que devem fazer a festa à noite. Eu almocei ao lado da loja dele, num boteco, para achá-lo. Nos dois dias a porta ficou baixada. Antes de trabalhar e quando eu saía do trabalho, passava lá e a loja...fechada. O cara tinha prometido para terça e a loja...fechada. Comecei a ficar preocupado.


Mas na terça (03/02) também teve o show dos “Rockers Control”. Desta vez cheguei cedo no SESC e consegui pegar ingressos antecipados gratuitos. Duas semanas antes perdi o show da “Cachorro Grande” e dos “Autoramas” por chegar tarde. Gosto de shows na Chopperia do SESC Pompéia, mas desta vez abusaram da nossa paciência. Só um caixa para vender as fichas de bebida e comida. Fila enorme. E, para desacreditar de vez, tinha outro caixa funcionando escondido e nenhum funcionário indicava. Quem descobria comprava rapidinho e um monte de trouxas esperando uma geração inteira na fila. Tudo bem. Mesmo porque, sempre que vou ao SESC esquento os tamborins no Valadares, boteco clássico ali da região. Nessa semana, ainda vi no programa do Gugu (bleargh!) aquele repórter débil mental (nada contra deficientes mentais) enorme, que fazia um quadro com o ET, numa matéria sobre comidas exóticas lá no Valadares. Mostraram o famoso testículo de galo que eles servem por lá. Nunca comi, mas recomendo a rã que eles fazem.


Quarta (04/02): o meu banco de horas no trabalho acumulou dois dias e iria tirar a quarta para testar os aparelhos da loja empoeirada. A loja nem abriu e decidi que na quinta (05/02) tiraria o dia para comprá-los em outro lugar e testá-los em casa. O lado bom é que coincidiu de não trabalhar no dia do meu aniversário. Sábado estava chegando e nada na minha mão.



Quinta (05/02) : apareci bem cedo na loja empoeirada e só peguei a pick-up. Afinal, tinha dado um sinal que equivalia ao preço dela. Estava imunda. Ele fez uma limpeza “mais ou menos” e saí correndo até o Ipiranga para procurar um mixer. Atendimento perfeito, atenção e nada empoeirado nesta outra loja. Saí de lá satisfeito. Como era meu aniversário ficamos bundando o dia inteiro, parando de boteco em boteco no Ipiranga, na Mooca e no Belém. Vimos a chuva alagar a cidade, vimos o sol esquentar até arder e pude, até que enfim, testar os aparelhos. Foi um belo presente este mixer. A sensação de misturar duas músicas sem um buraco entre uma e outra (crossfade) é bem legal. Sabe-se lá quantos anos esperava por isso. Sim, sim, é uma coisa simples, podia ter investido há muito tempo, mas a consciência pesada de gastar dinheiro numa coisa fútil e desnecessária bate com força. Quando ia à analista, ela sempre me recomendava: aposte nesse seu conhecimento musical, faça algo que tenha a ver com música.
Repeti muito aqui no texto o “imbroglio” que foi adquirir essa aparelhagem, porque realmente me afetou o humor. E, no fim, deu tudo certo. Tanto que o negócio foi fechado no dia do aniversário. Sem contar que consegui fugir dos cumprimentos fingidos dos colegas de trabalho, já que não fui trabalhar. Descobri também, através do blog do Malta que o vocalista dos “Cramps”, Lux Interior, morreu um dia antes. A banda é uma das minhas preferidas, junto com Jon Spencer Blues Explosion, Queens of Stone Age, Dirtbombs, Mudhoney. É uma banda que, mesmo depois de 30 anos continua underground. Outro dia falo deles. Mas fiquei triste de ver gente da Monstro Discos tentar trazê-los e não conseguir.
Ainda fui no largo do Belém buscar uma agulha para a pick-up numa loja que não fecha nem no natal, mas não achei. Na volta encontrei o Clayton, e cidadão do bairro que toca em 350 bandas ao mesmo tempo. Estava de mala e cuia indo pro Rio tocar com o "Cidadão Instigado para abrir o show da banda “Little Joy”, mistura de "Los Hermanos "(Rodrigo Amarante) e "Strokes" (Fabrizio Moretti). “Então sábado você está de volta para a festa do vinil?”, perguntei . Ele respondeu que estaria de volta no sábado, mas para tocar com o "Astronauta Pingüim" no SESC Pompéia: 351ª banda. Nem cerveja tomamos. Na quinta e no sábado.



Sexta (06/02): cheguei em casa louco para continuar com a brincadeira das músicas em crossfade. A pick-up estava tão suja que resolvi limpar. Fodi a porra! Quebrei o braço do toca disco. A sensibilidade do pêndulo do braço é algo tão bicha (nada contra as bichas) que fiquei no zero de novo. Dormi emburrado e com o cú na mão. Acordei de madrugada e soube o que faria no sábado pela manhã.