quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Novo projeto do Alex no Bar da Gruta



PROJETO IMAGEM E SOM
DIA 25/09, À PARTIR DAS 22h00
SHOW COM AS BANDAS:
FREAK HEADS – BANDA QUE FAZ RELEITURAS DAS MÚSICAS DO SANTANA
MUGWUMPS – TRIO INSTRUMENTAL FREAK, QUE MISTURA JAZZ, FUSION, ROCK E OUTRAS BARBARICES. É FORMADO POR ALEX CRUZ, CHRIS PIASON E LUIS JESUS
DISCOTECAGEM DE ALEX CRUZ
VÍDEO EXPOSIÇÃO – “VIAGENS” DE CHRIS PIASON, COM FOTOS TIRADAS EM SUAS ANDANÇAS POR LUGARES COMO A ÍNDIA, O TIBET E O NEPAL.
FESTA PARA ARRECADAÇÃO DE FUNDOS PARA O CURTA METRAGEM “A FOTOGRAFIA”, QUE ESTÁ EM FASE DE PRÉ PRODUÇÃO. AJUDE E SEU NOME ENTRARÁ NOS CRÉDITOS!!
LOCAL – GRUTA BAR – BEBIDA COM PREÇOS JUSTOS, SINUCA E AMBIENTE ACOLHEDOR. RUA MAJOR QUEDINHO, 112, CENTRO, SP.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Programa de rádio Jornal Avesso - Especial Maconha




Mais um programa de rádio do nosso grupo da faculdade. A professora pediu um tema para reportagem especial. Como muitas coisas nós decidimos no restaurante do Adriano (ou Santa Ângela , se preferir), o tema saiu de lá também.
Eu não estava neste dia, mas adorei a idéia. Logo pensei na trilha para o BG (usamos um dub muito legal e que serviu para as vinhetas também, do jamaicano Tapper Zukie) e quais seriam as fontes para entrevistarmos. Comprei a idéia e valeu cada centavo. Aliás, comprei também - pela segunda vez - livro "A maconha" do Fernando Gabeira lançado pela Publifolha. O primeiro exemplar emprestei não lembro para quem. Mas está em boas mãos e sendo divulgado por aí.
O debate sobre a maconha é muito importante. Toda a carga de preconceitos contra a erva e seus usuários foi construído pouco a pouco de forma ideológica. E, pior: uma ideologia econômica. A violência que circunda a droga e seu comércio surgiu por causa da proibição e não pelo uso. Ouça o programa e se manifeste.
A locução foi minha, a equipe de reportagem foi : Vivian (Bibian) , Karen (Izabelitta), Debora (Debbie) e eu (Marcelitto). Eu e a Vivian dividimos a edição, produção e direção. O trabalho técnico impecável foi feito pelo Gerson.
Enjoy it!


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terça-feira, 23 de junho de 2009

Programa de rádio : Jornal Avesso especial chorinho



Nosso grupo de Rádio da faculdade produziu esse programa sobre Chorinho. Cada programa (em média, dois por mês) vale nota. É um prova feita no estúdio. Eu gosto muito. Tanto, que resolvi postá-lo aqui.
A idéia do assunto foi da Karen. Ela nos mostrou a loja de instrumentos de percussão chamada "Contemporânea" e uma roda de choro que acontece todo sábado por lá. Difícil não se apaixonar por aquele ambiente nostálgico e recheado de melodias sofisticadas e apaixonadas.
Com a morte de Miguel Fasanelli, dono da loja, a idéia de produzir um programa de rádio que falasse do choro e, indiretamente, fizesse uma homenagem a ele, só cresceu. A professora pediu um programa de pauta cultural e aqui está!
Todo o esqueleto do programa foi idealizado pela Karen. Nós escrevemos alguns textos (eu escrevi sobre a história do choro), fizemos locução de alguns boletins e a Débora fez a locução ao vivo. Mas as trilhas, as entrevistas, o BG, as vinhetas e todas as laudas entregues à professora, foram feitas pela Karen.
O programa foi feito ao vivo. Algumas escorregadas na leitura e nas locuções acontecem. Mas adorei a produção toda.
É demais ouvir o João Macacão tocando ao vivo "Chuvas de verão" depois de emendar uma vinheta exclusiva para o nosso jornal: "Eu sou o João Macacão e você está no Avesso". Demais!
Clique no nome dele e vá direto para o seu MySpace.
Parabéns Karen! (ou Izabel para o grupo).
São 15 minutos de programa. Não deixe de ouvir.
Deixo a letra da música que o João Macacão toca para a gente no programa.

Chuvas de verão
(Fernando Lobo)

Podemos ser amigos simplesmente
Coisas do amor nunca mais
Amores do passado, no presente
Repetem velhos temas tão banais
Ressentimentos passam com o vento
São coisas de momento
São chuvas de verão

Trazer uma aflição dentro do peito
É dar vida a um defeito
Que se extingue com a razão
Estranha no meu peito
Estranha na minha alma
Agora eu tenho calma
Não te desejo mais

Podemos ser
Amigos simplesmente
Amigos, simplesmente
E nada mais

Podemos ser
Amigos simplesmente
Amigos, simplesmente
Nada mais

Trazer uma aflição dentro do peito
É dar vida a um defeito
Que se extingue com a razão
Estranha no meu peito
Estranha na minha alma
Agora eu tenho calma
Não te desejo mais



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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Temporadas lisérgicas




Nesta semana, duas temporadas de bandas com toques psicodélicos aterrisam em São Paulo: Júpiter Maçã e Dharma Samu. O primeiro no Studio SP (até dia 18/06) e a segunda no Bar Berlin (todas as terças de junho).

Eu conheci a obra do Júpiter por intermédio do Alex (do Dharma Samu)., que também me apresentou Syd Barrett. Antes disso conheci as bandas gauchas TNT e Cascavelletes, que ele fazia parte.

Ouvi o álbum "Sétima efervescência" por volta de 1998 e chapei. Dois "hits" (?) deste álbum foram gravados pr outros artistas: "Lugar do caralho" por Wander Wildner e "Miss Lexotan 6mg garota" pelo Ira. O disco é recheado de viagens de drogas, amores e cenas urbanas. Imperdível para qualquer apreciador de rock nacional alternativo.
Eu sempre dei muita risada com a confusão de que "Lugar do caralho" era cantada pelo Raul Seixas. Quando percebi o imbroglio, cheguei a pesquisar a música pelo nome no Soulseek e resultado era bem maior com o Raul do que com o Júpiter. E tem gente que defende a idéia estúpida. Afinal, Raul já estava morto quando o Júpiter compôs a canção.

Em 1999 saiu "PLastic Soda" e ele passou a se chamar Jupiter Apple. Fiquei viciado neste álbum. Escutei muito. Uma mistura deliciosa de bossa, jazz e psicodelia. Falando dele, me deu até vontade de ouvir novamente. A bossinha "Welcome to the shade" e a psicodélica "Head head" são obras importantes na minha formação musical, grudadas no tampão.

A discografia não fica aí, mas não conheço os álbuns posteriores tanto quanto os dois primeiros.


Transcrevo a letra de "Lugar do caralho"

Um Lugar Do Caralho

Júpiter Maçã

Composição: Júpiter Maçã

Eu preciso encontrar
Um lugar legal pra mim
Dançar e me escabelar
Tem que ter um som legal
Tem que ter gente legal
E ter cerveja barata

Um lugar onde as pessoas
Sejam mesmo afudê
Um lugar onde as pessoas
Sejam loucas e super chapadas
Um lugar do caralho

Sozinho pelas ruas de São Paulo
Eu quero achar alguém pra mim
Um alguém tipo assim
Que goste de beber e falar
LSD queira tomar
E curta Syd Barrett e os Beatles

Um lugar e um alguém
Que tornarão-me mais feliz
Um lugar onde as pessoas
Sejam loucas e super chapadas
Um lugar do caralho
Lugar do caralho

Sozinho pelas ruas de São Paulo
Eu quero achar alguém pra mim
Um alguém tipo assim
Que goste de beber e falar
LSD queira tomar
E curta Syd Barrett e os Beatles

Um lugar e um alguém
Que tornarão-me mais feliz
Um lugar onde as pessoas
Sejam loucas e super chapadas
Um lugar do caralho
Lugar do caralho


Studio SP - www.studiosp.org - r. Augusta, 591, Consolação, região central, tel. 3129-7040
Quintas à meia noite - Dj Tatá Aeroplano

Berlin - Rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda, São Paulo. (11) 3392-4594
Terças às 21 hs -
Com o DJ Waltinho tocando só os melhores LPs do gênero - Entrada: 5 mangos.
http://www.clubeberlin.com.br/


Jazz, psicodelia e groove


Fiz um "control V - control C" do MySpace da banda Dharma Samu. Um pequeno release. Logo abaixo escrevo um pouco mais sobre.

"DHARMA SAMU é um projeto criado no fim de 2008, na zona leste de São Paulo, que se propõe a fazer releituras instrumentais e dançantes de músicas do LED ZEPPELIN. O grupo é formado pela junção de integrantes de duas bandas: Sotádicos e Mama Gumbo e conta com Alex Cruz – piano, teclados, Luiz Jesus – baixo, Márcio Bononi – percussão e Felipe Cirilo – bateria. A música feita pelo Dharma Samu não pode ser rotulada simplesmente como cover e deve ser vista como um novo direcionamento de antigas e geniais canções que são completamente rearranjadas e geralmente tomam um rumo totalmente diverso do original, criando novas possibilidades de visão sobre a obra da banda homenageada, além de abrirem espaço para a plena criatividade dos músicos que não se limitam a “copiarem” e sim a criarem em cima de arranjos já compostos. Temos então uma composição Zeppeliniana em arranjos funk/blax/jazzísticos com abertura total para improvisos e climas psicodélicos, trilhando caminhos impensáveis e criativos. Esse trabalho vem afirmar a música como algo sem barreiras, em constante mutação, algo ser criado e recriado, digerido e regurgitado, algo com possibilidades infinitas a serem descobertas, tentadas e repensadas, num movimento antropofágico e criador. O Dharma Samu ainda não possui gravações (somente essas gravações caseiras de um ensaio qualquer) mas prevê o lançamento de uma demo até o meio do ano."


Berlin - Rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda, São Paulo. (11) 3392-4594
Terças às 21 hs -
Com o DJ Waltinho tocando só os melhores LPs do gênero - Entrada: 5 mangos.
http://www.clubeberlin.com.br/


quinta-feira, 16 de abril de 2009

Instantâneos 4



Eu piscava e meus olhos doíam. Parecia que eu tinha dado um mergulho numa piscina de areia. Mirava uma vela e tinha a impressão que olhava para uma lâmpada; mirava uma lâmpada e parecia que a polícia tinha me parado para uma batida; um carro me jogava farol alto e eu ficava cego. Era 31 de março, terça feira, quase dezoito horas e meus companheiros de escravidão já desconfiavam que eu teria atestado para ficar em casa. A conjuntivite chegou. Estava exausto e desconfortável. Precisei de um mimo e acabei num bar bem escuro da Mooca. Já tinha ido lá por recomendação de um amigo e voltei para tomar uma Quilmes 960ml, comer empanadas e escutar tangos. Moocaires Querido! Bar argentino no coração da Mooca. Olhava para a parede grafitada que fingia ser "el caminito" de Buenos Aires e aquelas cores me confortavam, olhava a empanada e sentia que o mundo era bom, tomava um gole da Quilmes e queria mais tango. O papo estava ótimo e o incrível som de "Gotan Project", banda de electro-tango, me deixavam longe de qualquer queixa. Lembrei de uma amiga que adora tango mas liguei para outra: "estou começando o tratamento da conjuntivite aqui no Moocaires. Meus olhos precisam de um mimo especial.Marquemos com nossa amiga para lagartixar por aqui qualquer dia desses!". Quando o tráfego pela rua diminuiu e as luzes ficaram menos intensas acompanhei um gato dançando tango solitariamente pela rua, atravessando-a cheio de charme. Mas , num rompante, fez o mesmo trajeto de volta nuam rapidez intensa e passando pelo meio dos carros de forma acrobática e aventureira. Gosto de gatos.




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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Instantâneos 3



Na segunda, dia 06 de abril, eu estava curado. A conjuntivite, além de não me incomodar, não deixava sinais de que havia existido. As pálpebras desinchadas e com a coloração natural, não davam nenhuma pinta que continham bactérias loucas para encontrar outros olhos, outros hóspedes, outras lágrimas e outros cílios. Continuava perigoso chegar perto. Eu ainda contagiava aquele desconforto oftálmico. Meus olhos, então, procuraram os livros. E fizeram ali uma breve seleção até escolherem "Panamérica" de José Agripino de Paula. Eles queriam a psicodelia, a prosa livre, os maneirismos beat. O livro é de 1967 e os personagens foram conmtaminados com minha conjuntivite. Nem todos, mas pelo menos o narrador e Marilyn Monroe vão ter que visitar o oftalmologista. Sim, sim, o Agripino é doido. Além dela, lá ainda estão vários figurões de Hollywood: Clark Gable, Burt Lancaster, Cary Grant, Marlon Brando, diretores de cinema, os Irmãos Marx e o escambau! Um trecho do livro, com o jogador Di Maggio e Marilyn Monroe (ainda sem ter pego minha conjuntivite):


"A multidão se encontrava paralisada nas arquibancadas e todos pressentiam que iriam ser esquartejados. Di Maggio deu um segundo grito potente e terrível saltando para cima e agitando a foice. Di Maggio partiu veloz contra a multidão de espectadores, que fugia em pânico. Di Maggio degolou os quarenta guardas que ocupavam o alambrado com um só movimento de foice, e depois partiu esquartejando os espectadores. Saltavam cabeças, pernas, braços, corpos para todos os lados e aqueles que não eram esquartejados pela foice eram esmagados pelos pés de Di Maggio. Di Maggio, depois de ter exterminado todos os espectadores, juízes, fotógrafos, repórteres, cinegrafistas, vendedores de coca-cola, destruía o estádio pontapés. (...) O atleta, coberto de suor, sangue e cinza, olhou para Marilyn Monroe,
que se encontrava indefesa no centro do campo entre os destroços do estádio de futebol e entre as cabeças, pernas e braços dos cadáveres esquartejados. (...) Di Maggio olhou para Marilyn e cresceu o seu falo, suspendendo a calça de Di Maggio. O herói rancou violentamente a roupa e saltou para fora o seu falo imenso de dois metros de comprimento. Di Maggio correu nu entre os escombros balançando o seu falo imenso de dois metros de comprimento e abraçou Marilyn. Marilyn soltou um pequeno gemido e se abandonou nos braços do herói"




sábado, 11 de abril de 2009

Instantâneos 2


No auge da conjuntivite (sexta dia 03 de abril) o pôr do sol estava alaranjado como só o outono consegue proporcionar. Eu não podia perdê-lo. Meus olhos pareciam uma câmera Polaroid: as cores ficaram mais fortes, mais vivas, quase irreais, granuladas. Na Polaroid, para adiantar o resultado, abana-se a foto ao vento; eu balançava um pouco a cabeça para enxergar melhor aquele laranja agudo. Durante todo o dia fugi da claridade. Perto das 18 horas eu quis olhar fundo para o sol. Como um colírio laranja. Acordei muito bem no sábado, sem os sintomas e até discotequei no restaurante.

(essa balançada de cabeça me lembrou um clipe que gosto muito e que tem a ver com os sons que tenho escutado ultimamente. Nunca parei de ouvir, desde os 90´s, claro. Mas nesses dias de molho oftálmico, o gênero trip-hop - ou downtempo, como queiram - tem me trazido conforto aos ouvidos. O clipe é "Hell is round the corner" do Tricky. Ele fez parte do coletivo Massive Attack em 1995, depois gravou álbuns solos. A música tem uma levada de baixo sampleada do Isaac Hayes na música "Ike´s rap 3", também usada pelo Portishead em "Glory box" e pelos Racionais MCs em "Jorge de Capadócia". Adoro o contraponto do Tricky cantando e a cantora Martina suavizando. Confira abaixo)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Instantâneos


Sexta feira 27/03, uma semana antes do auge da conjuntivite, meus olhos - bem vermelhos - prestaram muita atenção na rua. Avenida Liberdade. Meia noite. Trezentos e sessenta graus para visualizar o metrô São Joaquim, o fast food árabe famoso, gente passando, a ambulância nervosa, trabalhadores descarregando o caminhão, gente passando, o bar a fechar (aquele que eu enchi a cara),um novo restaurante japonês cheirando a carro zero, gente passando, um universitário falando sozinho no ponto de ônibus (quando ele percebeu que virei platéia aumentou o volume da voz), meu reflexo no vidro misturado com um casal que brigava dentro do fast food árabe, duas esfihas dentro da caixa se oferecendo ao som das vozes de minhas duas amigas: pegue uma esfiha! Meu cigarro chegou ao fim.



quinta-feira, 2 de abril de 2009

Jon Spencer no Brasil (sem o Blues Explosion)


O recente projeto dele se chama "Heavy Trash". Tem influências do rockabilly e do country tradicional, lotado de brilhantina e casacos de couro. Formada por Jon Spencer, Matt Verta-Ray e com a base da banda dinamarquesa Power Solo tocam em apresentações no Abril Pro Rock em Recife e em São Paulo nas unidades do SESC Sorocaba, Araraquara e Bauru e no StudioSP. Bela notícia! Em São Paulo a data no Studio SP é numa quarta, dia 22 de abril. Bela notícia!
A banda Jon Spencer Blues Explosion já tocou no festival Abril Pro Rock em 2001 lá em Recife e numa versão reduzida do festival aqui em São Paulo. Eu perdi, idiota que sou. Também perdi Stereolab, Atari Teenage Riot e Nouvelle Vague. Mas assisti Asian Dub Foundation!
Jon Spencer sempre esteve envolvido em projetos interessantes: a barulhenta banda "Pussy Galore", a banda da esposa sexy Cristina Martinez "Boss Hog", além das duas já citadas acima.
Veja, abaixo, um clipe da música "Dark haird rider". Bem no espírito. Enjoy it!